Eu passei tanto tempo juntando palavras, formando poemas, recortando e colando imagens belas, feias, bizarras, malucas, reais, fictícias. Imagens imagens, que sem qualquer ajuda, explicam-se melhores do que livros inteiros. Tudo com apenas um propósito: Entender. Entender quem sou, se não passo de mais uma árvore que dança em meio ao furacão, ou se sou um pisca-pisca de Natal que aos poucos vai deixando de brilhar. Entender porque cargas d’água vim parar no meio desses humanos que já não se importam com o significado da palavra sentir, sendo de minha vontade transformar-me em beija-flor, batendo minhas asas quase invisíveis, passeando alegremente em meio às flores da primavera. Entender o amor, sentimento feito para não se entender, e sim ser vivido de forma plena, durando uma vida, ou meio minuto. Mas bati o pé, teimei. Queria entender e pronto! Pois então foi o que aconteceu, a vida encaixou em meus braços aquele que me faria entender.
Manhã nublada. Estação de Metrô. Uma definição: caos. De um lado para o outro corriam dezenas de pessoas desesperadas para cuidarem de suas vidas ainda mais desesperadas. Por algo que só poderia ser chamado de sorte, consegui entrar em um vagão sem grandes problemas. Haviam pessoas de todos os gostos, cheiros e rostos. Umas olhavam-se curiosas, outras tratavam de ler o jornal fingindo que ninguém mais estava presente, e também tinham outras - como eu - que não sabiam o que fazer consigo, com a desagradável sensação de que não serviam para estar ali. Enquanto contava mentalmente quanto tempo permaneceria ali, ao mesmo tempo fazendo preces para que aquela tortura acabasse rapidamente, senti uma mão encostar em meu braço. Em meio a tantas mãos, braços, pernas e dedos, aquele foi o que chamara minha atenção. Olhei seus lábios sussurrando um pedido de desculpas, estava preparada para me virar e voltar novamente em meu estado de existência insignificante, mas então olhei em seus olhos escuros, e eles me olharam de volta. Seus olhos brilharam, como duas estrelas, para mim. Só para mim. Soube, então, que estava perdida.
Passaram-se seis meses desde aquele dia que seria considerado mais um dia de existência, mas que, com ele, transformou-se em meu primeiro dia de vida. Junto dele descobri que aquelas cócegas causadas por borboletas apaixonadas nada significavam comparadas ao arrepio de seus dedos pelo meu braço. Em seu abraço descobri onde se escondia a força que por toda uma existência busquei, e uma muralha que me protegia. Mísseis eram atirados diariamente. Bombas. Granadas. E nada sentia quando aqueles braços me envolviam. Em sua voz descobri a sinfonia que desacelerava meu coração - este já não tinha mais forças pra bater tamanho medo de tropeçar e cair em algum precipício pelo caminho. E nele, finalmente entendi que nada havia para ser entendido quando se é feliz. Tudo o que queria era afundar em seu abraço todas as noites, e despertar com seus beijos todas as manhãs. Não desejava mais nada além de, à cada dia, escrever em nosso livro um novo sonho, história, lembrança, promessa. E a cada dia ter um “nós” diferente do anterior. Mais forte. Mais amor. Mais nós. Dois corações no mesmo lugar. Nunca você-e-eu, eu-e-você. Separados, nunca mais. Juntos, para sempre.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
A gente passa a vida inteira ouvindo que jamais estaremos sozinhos. Em contrapartida, passamos todos os dias aprendendo da forma mais dolorosa possível que devemos ser nossa própria base para, no final, a construção não cair em cima de nossas cabeças. Acabamos, então, usando quem não devemos para ser a base, e quem devemos, afastamos do peito - o que dá uma dor danada no futuro. Escutamos, também, que devemos correr atrás do amor, e como pobres inocentes somos, o fazemos - acabando abraçados com cacos de vidros, enquanto pensamos ter nos braços bela escultura de cristal.
O amor não está escondido, como dizem poetas que fingem saber sobre a vida - ora, não sabem coisa nenhuma! São apenas seres humanos confusos, como você, como eu, procurando culpados de suas dores que não sejam eles mesmos. O amor está na porta da sua casa, esperando a hora certa para tocar a campainha e te salvar do mundo. Eis mais uma coisa sobre esse tal de amor: Ele não invade. Não completamente. Ele, com toda sua persuasão, te mostra que é o caminho mais sorridente, e no fundo do peito, você sente que é nele que você deve confiar. Haverão alguns tropeços - ou você achou que a felicidade fosse coisa fácil de encontrar? -, mas ao final de cada dia, sentirá que valeu à pena. O amor vai reformar tua casa, tirar a base feita de barro, e colocar em seu lugar base feita de aço. Varrerá as pedras para longe do quintal, e tirará as ervas daninhas que lhe furtam o sossego. Você não sentirá somente alegria, afinal, a tristeza é boa no que faz - invadir e bagunçar tudo o que estiver arrumado -, mas o sentimento estará lá, colocando tudo em seu devido lugar depois de cada temporal. Ele te ensinará, aos trancos e barrancos, que a vida pode todos os dias ser como um livro novo, cheia de surpresas.
O amor não está escondido, como dizem poetas que fingem saber sobre a vida - ora, não sabem coisa nenhuma! São apenas seres humanos confusos, como você, como eu, procurando culpados de suas dores que não sejam eles mesmos. O amor está na porta da sua casa, esperando a hora certa para tocar a campainha e te salvar do mundo. Eis mais uma coisa sobre esse tal de amor: Ele não invade. Não completamente. Ele, com toda sua persuasão, te mostra que é o caminho mais sorridente, e no fundo do peito, você sente que é nele que você deve confiar. Haverão alguns tropeços - ou você achou que a felicidade fosse coisa fácil de encontrar? -, mas ao final de cada dia, sentirá que valeu à pena. O amor vai reformar tua casa, tirar a base feita de barro, e colocar em seu lugar base feita de aço. Varrerá as pedras para longe do quintal, e tirará as ervas daninhas que lhe furtam o sossego. Você não sentirá somente alegria, afinal, a tristeza é boa no que faz - invadir e bagunçar tudo o que estiver arrumado -, mas o sentimento estará lá, colocando tudo em seu devido lugar depois de cada temporal. Ele te ensinará, aos trancos e barrancos, que a vida pode todos os dias ser como um livro novo, cheia de surpresas.
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Por favor, quando você me encontrar, me dê um abraço bem apertado, e segure minha mão bem forte. Enxugue todas minhas lágrimas e no lugar delas coloque um sorriso verdadeiro. Me faça ter ciúmes de você, me leve para vários lugares junto a você. Me faça rir, me faça sentir segura e protegida nos seus braços. Me faça brigar com você só pra ver quem vai desligar o telefone primeiro. Passe tardes assistindo filmes bobos comigo. Fuja comigo. Seja meu. Me faça sentir arrepios, calor e calafrios. Me mostre que com agente ‘coração partido’ no final não funciona. Mas por favor, nunca… nunca vá embora, e se for, que seja junto comigo.
Se eu pudesse correria o mundo com as mãos dadas às suas. Percorreríamos cada esquina enxuta de depravação. E faríamos de paisagem nossas almas nuas. Deixaríamos o que é de vida sem solidão, e os nossos despidos corações palpitariam sem fala, se coagiriam na paixão correspondida, e correriam ainda mais pelas ruelas com as mãos ainda mais dadas. Se eu pudesse beijaria agora cada resquício de seu corpo, e lhe diria ao ouvido frases que antes nunca fui feliz em dizer. Dançaríamos pelas esquinas que iriam se fazer molhadas da chuva caída do céu, desabrochando a emoção de presenciar o amor em suas lágrimas de felicidade. Se eu pudesse, quiçá eu até possa, chamar-lhe de meu um dia… adore .
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Sempre gostei do seu jeito louco de ser. Sempre admirei o quão engraçada tu eras, e és, mesmo quando estava triste. Sempre achei incrível a capacidade que você tinha de colocar várias sorrisos no meu rosto, em um único dia. Sempre admirei a sua coragem. Coragem para não desistir, coragem até mesmo para ficar fazendo palhaçadas na frente de todos, e de pagar micos comigo. Para ser sincera, eu nunca achei que fosse encontrar alguém tão especial quanto você. Nunca achei que encontraria alguém em que eu conseguisse depositar tamanha confiança. Eu nunca pensei que um dia, encontraria uma melhor amiga. Ou melhor… Encontraria um anjo. Você me fez acreditar que amizade realmente existe. Me fez acreditar que poderia, e que posso confiar em ti. Me fez acreditar que não importa o quão estivermos triste. Na verdade, o que importa é sorrir. Acima de tudo, você me fez acreditar que ainda existem boas pessoas no mundo. Pessoas que realmente merecem nossa atenção, nosso apoio. Pessoas que merecem a nossa amizade.
Não adianta chorar pelo o que já aconteceu. Não adianta ficar se maltratando por ter feito algo que não devia. Não podemos mudar o passado. O que passou, passou e não voltará mais. Concentre-se apenas no futuro, e por favor…. Não chore mais. Levante a cabeça e enxugue todas as lágrimas que estão a cair. Coloque um sorriso lindo no seu rosto e não deixe que te abalem novamente. Porque o que realmente importa, são os bons momentos que já foram e ainda serão vividos, não é mesmo?
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